
Não me lembro de como eu descobri esse livro, se flanando pela Travessa ou pelo site deles, mas descobri. E como, agora ainda mais, fico feliz de tê-lo feito. Somam-se duas coisas nesse livro que eu adoro: ficção policial (!!) e jazz (!!!!). Conseguindo ser assim, fantástico! Como disse a crítica da Publishers Weekly: “Moody mistura lendas do jazz a seus personagens numa excelente história policial. E o que é melhor: consegue atingir uma intensidade perfeita escrevendo sobre música de maneira maravilhosa”.
Sobre a história: Evan Horne, pianista de jazz e detetive amador, durante sua estada em Londres encontra com um velho amigo que o convida a fazer a biografia de Chet Baker. Ele se nega e vai para Amsterdã, onde, por acaso, fica no mesmo hotel onde Chet morreu. Assim, ele, pouco a pouco, vai seguindo o rastro e os últimos dias de Chet, na busca de encontrar seu velho amigo que desapareceu depois do encontro em Londres.
Sabe aqueles livros que você lê, sabendo que não será nenhum Saramago nem um daqueles livros de banca de jornal? Esse é um deles, é bem interessante, leve e fácil de ler, passa muito bem o tempo e faz você curtir jazz e policial! Vale a pena! Existe um outro livro do mesmo autor nesse estilo, abordando outro grande nome do jazz, Charlie “Bird” Parker. Ainda não li, mas deve ser tão interessante quanto esse.
Só pela curiosidade: Chet Baker morreu em 1988, em Amsterdã, ao cair da janela de seu hotel. Ninguém conseguiu, até hoje, explicar o ocorrido. Uns acreditam no que talvez seja o mais provável: de que ele estava drogado e caiu. Outros, mais conspiracionistas, acreditam que ele tenha sido assassinado, empurrado janela fora. E outros ainda, acreditam que ele tenha se matado. O que realmente importa, é que nesse dia o jazz perdeu um dos seus grandes nomes. E eu, um dos meus favoritos.
No Rastro de Chet Baker – Um caso de Evan Horne
Bill Moody
Jorge ZAHAR Editor
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