
Dando continuidade no post sobre 1984, trago-lhes outra grande obra de ficção futurística: Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley.
Um pouco da história: O livro descreve uma sociedade futura em que as pessoas seriam condicionadas em termos genéticos e psicológicos, a fim de se conformarem com as regras sociais dominantes. Tal sociedade é dividida em castas e desconheceria os conceitos de família e de moral. Não há vontade livre, abolida pelo condicionamento e a servidão era algo aceitável. Contudo, nesse mundo há Barnard Marx, o protagonista, que sente-se insatisfeito, em parte por ser fisicamente diferente dos restantes membros da sua casta. Numa espécie de reserva histórica em que algumas pessoas continuam a viver de acordo com valores e regras do passado, Bernard encontra uma mulher e seu filho. E vê a possibilidade de conquista de respeito social através da apresentação do jovem “selvagem” à civilização. Sem imaginar sequer os problemas e os conflitos que essa sua decisão provocará.
Como o livro de George Orwell, Admiravel Mundo Novo cria um futuro hipotético onde as pessoas são condicionadas a seguiram regras e padrões da sociedade. Huxley cria muitas alusões a fatos e personalidades importantes, como o nome das personagens fazerem referencias a Marx e Lenin, e citações no livro relacionadas a Hitler e ao Mein Kampf, uma espécie de bíblia na Alemanha nazista. Talvez a obra seja menos política que 1984, até porque o autor se preocupa mais com a descrição da estrutura da sociedade. Mas isso não esconde o apelo político do livro.
Cuidado: alguns processos (sociais) do livro podem chegar a serem assustadores.
"Não há Civilização sem Estabilidade Social.
Não há Estabilidade Social sem Estabilidade Individual."
É triste dizer, mas eu só li desse livro aquela versão resumida no colégio. Está na lista a comprar e a ler!
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